Actuação da AnimaTuna na apresentação pública da antologia POIESIS, vol. XVII
Auditório Carlos Paredes em Lisboa em 14 de Março de 2009
O volume XVII do projecto POIESIS, terá 224 páginas.
CAPA
MARCADOR
Ângela Constantino
Editorial Minerva e os autores têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação da POIESIS - antologia de poesia e prosa poética portuguesa contemporânea, Vol. XVII, 61 autores*, a realizar no dia 14 (Sábado) de Março de 2009 pelas 16 horas em:
Dedicado a todos os autores do projecto POIESIS.
Poema e música de Angelo Rodrigues.
Amigos:
Os poetas não prestam? ............. Não!
Os poetas cheiram mal? ............. Cheiram!
Os poetas são execráveis?............ São!
Abaixo os poetas? ....................... Abaixo!
Morram os poetas? ..................... Morram!
Abaixo os chatos! Abaixo os esotéricos!
Morte à cabala e a quem a declamar!
Que morram os poetas ............... Todos
Mas amigos:
- Que fique a poesia!
- Que fique o amor!
- Que fique a palavra
O sonho
A tesão!
Que fique Pasolini e o «Maravilhoso Direito à Interioridade»
Que fique a »Arte subversiva e insubmissa,
Que pode incendiar cidades ou encher corações» do Tolentino Mendonça!
Que fiquem o Abílio Sampaio e o Ângelo Rodrigues Porque sim!
Que fiquem o Jafga e o Von Trina.............. Porque não!
Que fiquem os poetas tolos ........................ que já não resistem!
Que fiquem apenas os mais tolos .............. que agora atacam!
Viva a beleza!
Viva a alegria!
Viva a fantasia!
Vivam os espíritos inquietos! Viva! Viva! Viva!
Morte à mordaça e ao Dantas!
Morte à ditadura e à ditamole!
Morte à uniformização pedófila marreca e zarolha!
A uniformização é venérea? .............................. É!
A uniformização é globalmente culta?
A cultura é uniformemente global?
A globalização é uma cultura uniforme? ........... Não! Três vezes não!
Morram os mortos ........................................
Morram os vivos ........................................
Viva a vida ..... viva a coragem .... viva a fantasia
Amigos:
Tenham esperança!
«(...)
Em pé hás-de ficar... pela eternidade...
A bravura e o sublime que te resumem, serão sempre teus...
a areia, o vento, as ondas, vão e vêm...
ad eternum voláteis hão-de ser...
(...)»
(Pequeno excerto do poema «APARIÇÃO», POIESIS - vol. XVI, pág. 174)
Sauda-se esta postura (Editorial Minerva) que certamente vai galgar fronteiras e transmitir ao exterior aquilo que se vive na paróquia lusitana.
A democracia ignora os poetas portugueses. Não em si mesma porque ela é saudável. Mas por aqueles que na hora que passa, se deslumbram com o trono do seu próprio umbigo.
Barroso da Fonte
Como falar de poesia sem corromper as palavras, ou antes, como corrompê-las sem romper as lógicas da racionalidade em que se articulam os signos.
A poesia tem surgido como um modo de ter e de dar voz, constituindo-se como um lugar de resistência. Um lugar onde o silêncio é recriado e se transforma em grito.
É um olhar que se lança, olhar para quem as coisas existem e se impõem em veracidade e essência, em múltiplas verdades e numa multiplicidade de essências aprendendo um novo olhar sobre o Eu e sobre o Outro.
Eunice Macedo
É nesse lugar paradisíaco, inefável desde o início destas publicações da Editorial Minerva, que eu carrego as baterias da alma para o embate com a vida quotidiana, os contratempos e as injustiças deste mundo conturbado.
Maria Helena Dinis Prata Tomás
«Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce», F. Pessoa
Fotografia de Célia Cadete
Pintura de Luís Folgosa - «Benny, o meu gato»